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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Momentos 2015

Desejo a todos  um Feliz Natal e que 2016 seja um ano de novas conquistas e muitas alegrias.
Felicidades a todos.

Video Momentos 2015


quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Robalos e Tertúlias em Dezembro…na Raposa!


Tinha chegado finalmente o 5 de Dezembro e com o jipe carregado parti rumo ao Litoral Alentejano para uma desejada semana de spinning aos robalos. O objetivo era chegar a Pinheiro da Cruz por volta das 14 horas, mas uma avaria no jipe em plena A1, na zona de Pombal, obrigou-me por precaução a solicitar a assistência em viagem. Inicialmente stressei um pouco, mas logo a calma imperou e este contratempo foi ultrapassado com a chegada do reboque e transferência da bagagem para um táxi que me transportou ao Prior Velho, para levantar um carro de substituição. Eram 19:30 quando finalmente estacionei a viatura no destino…o muito simples mas paradisíaco “Fox Beach Resort”. Após a degustação de uma “bucha” e com o corpo a pedir, depois um dia muito atribulado, deitei-me e adormeci com o pensamento já no dia seguinte.

Eram cerca de 6:30 quando o barulho do mar me despertou, na cama continuei a ouvir o som das ondas, mas algo não me agradava. Levantei-me, e ainda no lusco-fusco dei uma olhada ao mar que tinha cerca de duas horas de enchente, verifiquei que períodos de acalmia eram interrompidos por 4 ou 5 vagas bem altas, que rebentavam longe e provavelmente muita areia levantavam, não gostei, mas podia ser com o subir da maré e mar mais grosso, a rebentação deixasse de levantar areia, permitindo aos robalos abeirarem-se. Tomei o pequeno-almoço e preparei-me para 2 horitas de pesca, não mais, porque havia que preparar o almoço combinado com os amigos…“Tripas à moda do Porto”. A maré enchia e as condições de mar não melhoraram tendo até o período de vaga aumentado. Mesmo assim, bati uma série de cabeços e fundões na espetativa de algum robalo deambular junto à praia, mas nem toque senti.

Os amigos foram chegando para a primeira tertúlia da semana, um almoço tipicamente nortenho...do Porto. O Ramiro e o Luís lá me foram contando que na semana anterior com menos mar tinham saído uns robalotes, o que me animou um pouco na esperança que o mar acalmasse. Com muito sol e uma temperatura fantástica iniciamos o almoço na mesa do coberto traseiro, ao ar livre. Desde reviver momentos do verão a pescarias, de tudo se falou um pouco, enquanto eram degustadas as deliciosas tripas acompanhas por um bom tinto do Douro. É bom, muito bom conviver com amigos deste calibre. Assim se passou uma excelente tarde de domingo na Raposa, com a promessa de que no feriado de 3ª feira se repetiria com umas favas à Alentejana. Há falta de pesca nada melhor do que umas “tainadas”!




Na segunda-feira o mar não deu sinal de melhoria e as previsões apontavam somente para 5ª feira uma quebra de mar. Foi sem “feeling” que durante a manhã coloquei na água todas as amostra e vinis que tinha na bolsa, robalos só avistei alguns na vaga bem ao longe. À tarde, com o regresso do Luís à Raposa, efetuamos um giro até à Comporta para verificar as condições de mar a norte, que se mostraram aceitáveis, para na manhã seguinte lá fazer uma faina. Ao fim da tarde já quase todos os “tertulianos” se encontravam na Raposa e como o mar não estava para pescas foi mais uma jantarada pela noite dentro.

Praia da Comporta
A terça-feira nasceu cinzenta, o mar mantinha-se sem condições naquele local, tal como o previsto, desloquei-me à Comporta. As condições de mar também eram más, com a vaga a quebrar longe e muita areia, de qualquer forma bem melhores do que na Raposa. Pesquei até cerca do meio-dia sem sentir qualquer toque, tal e qual como todos os pescadores com quem me cruzei…uma palete de “grades”! As favas esperavam-me e num instante já me regalava com as iguarias alentejanas…fantástico! E assim se passou mais uma bela tarde de convívio, em que sinceramente muito senti a ausência da minha mulher que também tanto gosta destes momentos.

copyright@Anabela
Tinha ainda dois dias e meio para me safar embora certamente a 4ª feira fosse para esquecer, o mar só na 5ª quebrava. Assim foi!

Praia da Raposa

Quando observei o mar na quinta-feira ao nascer do dia, o “feeling” voltou! Eram excelentes as condições, verdadeiramente robaleiras. Durante a manhã desloquei-me a sul até ao Pinheirinho e por incrível que pareça o peixe não colaborou, embora tenha visto muitos robalos a deambularem nas vagas, bom sinal! Ao almoço degustei um belo bife para retemperar as forças para a faina da tarde.

Durante a tarde, o sentido era norte, até ao Pego e voltar. Já pescava há cerca de meia hora com amostra favorita do Ramiro, quando ferro o primeiro robalo, que saudades daquelas cabeçadas! O Labrax kileiro retemperou-me as forças e a mente e uma hora mais tarde ferro outro do mesmo calibre. Até ao anoitecer não tive mais toques, regressei a casa no sentido de descansar umas horitas e efetuar a maré da madrugada.



A preia-mar era por volta das 2 horas da madrugada e o objetivo era pescar entre a meia-noite e as 5 horas. Já tinha mais de uma hora de faina quando sinto um forte ataque, mas o peixe não ferrou, parecia ser um bom robalo. Entretanto o tempo foi passando, a maré virou e já no regresso, na mesma cova onde à tarde tinha ferrado o primeiro robalo sinto um safanão na cana, drag a cantar e aquelas cabeçadas que tanto adoramos. Belo peixe na ponta da linha! Com um misto de calma e aquela ansiedade típica, coloquei com alguma facilidade o robalo a seco. Não sendo um grande tarolo, já era um belo peixe de 68cm e mais de 3kg. Ainda continuei a enviar plástico e vinil para a água mas aquele robalo era filho único. Deitei-me às 5 da manhã e dormitei cerca de 3 horas. Ainda fiz uma horita de pesca, tendo capturado um miki, prontamente devolvido. Estava na hora de arrumar a “tralha” e preparar o regresso ao Porto.


As previsões meteorológicas e de mar eram boas para a semana, mas enquanto o tempo se manteve bom, com temperaturas agradáveis e ausência de vento, já as do mar alteraram e na realidade só consegui ter condições desejadas no dia anterior ao regresso. De qualquer forma foi uma semana fantástica com companhia de bons amigos e inesquecíveis momentos…as verdadeiras Tertúlias da Raposa!

Luís, finalmente degustaste o verdadeiro sabor do vinho do Porto…é divinal!

Feliz Natal e desejos de um bom ano de 2016 a todos.

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Material utilizado:
Canas: Cinnetic Seabass Explorer 3.30, Shimano Biosmaster 300 mh;
Carretos: Cinnetic Cautiva II 4500 ALU, Penn Conflict 4000;
Fios: Suffix 832 0,20 e  Cinnetic Mimetic fluorcarbono 0,40 (terminal);
Amostras c/capturas: Shimano silent assassin 160, Lucky Craft flash minnow 130 Zebra chart. shad, Daiwa tournament sw slender  14f 06; 

Cinnetic

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Cinnetic Cautiva II 4500 ALU


Em 2013 adquiri por cerca de 50€ aquela que considero ser uma excelente cana de spinning e que grandes alegrias me tem dado, a Cinnetic Sea Bass Explorer 330.

A marca Cinnetic tem começado a afirmar-se no mercado pelo facto de apresentar produtos com uma excelente relação qualidade preço. Se da cana já tenho uma opinião extremamente positiva, faltava-me agora experimentar um carreto robusto que por terras espanholas e também por cá tem tido excelentes referências, estou a falar do Cinnetic Cautiva II 4500 ALU.


É bonito e robusto, talvez um nada pesadote, mas garanto-vos pelas fainas já efetuadas que estamos perante um carreto perfeito para o spinning em spots com maior dificuldade e onde seja necessário “apertar” mais com as capturas. Embora não seja um carreto rápido, adaptei-me muito facilmente e denota-se imediatamente a relação suavidade/força que ele tem.

Estamos definitivamente perante um carreto muito poderoso, preciso e com bons acabamentos, sem falhas até ao momento e com um preço “low-cost” surpreendente, máquina duradoura para “lutar” com os robalos!


Características:
  • Corpo e rotor em alumínio.         
  • 2 bobines em alumínio.
  • 6+1 rolamentos em aço inox (3 selados).
  • 389 gramas.
  •  Ratio 4,9:1 com 0,78m de r.p.v.
  • Guia de fios banhada a nitrato de titânio.
  •  Manivela de aluminio mecanizado.
  • Sistema de bobine de  oscilação paralela.
  • Sistema de anti retrocesso.
  • Eixo principal e parafusos exteriores em aço inox.
  • Drag máximo de 16Kg (muito bom)!
  • Bolsa.
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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

2016...seis meses sem pescar aos robalos?

As possibilidades de pesca do carapau voltam a subir nas águas continentais portuguesas, em 2016, mas outras como areeiro, tamboril, raia e bacalhau deverão baixar e o robalo será proibido, segundo a proposta hoje apresentada pela Comissão Europeia.
No que respeita ao robalo, Bruxelas decidiu este ano chamar a si a gestão das unidades populacionais e propõe, na primeira metade de 2016, a proibição das pescas comercial e recreativa em todas as águas da União Europeia (UE).
Segundo a proposta, os totais admissíveis de capturas (TAC) de carapaus nas águas continentais portuguesas sobem 15,3%, paras as 68.583 toneladas em 2016, somando-se a estas as possibilidades de pesca de carapau na zona CECAF (Comité das Pescas do Atlântico Centro-Leste), definida por Portugal para a Madeira e os Açores.
Em águas nacionais, Bruxelas quer, para os TAC de bacalhau um corte 29,6%, de 27,1% nos de arinca, de 26,4% nos de areeiro, de 19,2% no de tamboril e de 10% no de raias, espécies cujas unidades populacionais (`stocks`) o Conselho Internacional para a Exploração do Mar (ICES, na sigla inglesa) considera estarem abaixo do rendimento máximo sustentável (MSY, na sigla inglesa).
Em debate estão ainda os TAC de pescada, badejo, linguado, maruca e lagostim, sendo que, por exemplo, a primeira deverá ser objeto de um aumento (`top up`) por estar já abrangida pelo regime de desembarque obrigatório.
O desembarque obrigatório das capturas tem como objetivo, segundo fonte comunitária, estimular seletividade dos pescadores, de modo a que se concentrem em pescar peixes de maior dimensão.
Os peixes com dimensão abaixo do autorizado -- que deixam de poder ser deitados borda fora -- não têm valor comercial para consumo e apenas podem ser vendidos para a indústria transformadora de rações, a um preço mais baixo.
Já no próximo ano entra em vigor o regime de `top-up` nos `stocks` abrangidos pelo desembarque obrigatório -- como o dos peixes demersais, que vivem a maior parte do tempo em associação com o substrato, quer em fundos arenosos, como os linguados, ou em fundos rochosos, como a garoupa.
O valor dos aumentos das capturas terá ainda que ser decidido pelo Comité Científico, Técnico e Económico da Pesca da Comissão Europeia, após o que serão divulgadas as indicações de Bruxelas para as espécies e zonas em causa.
A obrigação de desembarcar todo o pescado tem como objetivo, segundo fonte comunitária, estimular a inovação, com o uso, por exemplo, de redes mais seletivas e a escolha de épocas mais apropriadas para pescar.
Já a unidade populacional de robalo do Atlântico (que evolui no sul do mar do Norte e no canal da Mancha para o mar Céltico e o Atlântico) encontra-se numa situação muito depauperada, segundo os pareceres científicos, propondo-se um limite nas capturas para um máximo de 1.449 toneladas.
Na primeira metade de 2016, Bruxelas quer proibir a pesca comercial e recreativa do robalo e na segunda metade do próximo ano propõe um máximo de uma tonelada mensal para a pesca comercial e de um saco de peixe para os pescadores recreativos, mantendo a proibição nas águas irlandesas.
As limitações à pesca de robalo foram já aplicadas este ano, tendo Bruxelas chamado a si a gestão das unidades populacionais da espécie, que até 2014 era feita nacionalmente.
Em relação è pescada do sul e ao areeiro, o ICES e a Comissão Europeia consideram que são `stocks` que continuam a ser explorados a um nível superior ao MSY.
Os ministros das Pescas dos 28 reúnem-se a 14 de dezembro para decidir sobre os TAC e respetivas quotas nacionais, normalmente revistos em alta face à proposta da Comissão Europeia.
Fonte: RTP