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terça-feira, 17 de novembro de 2015

Cinnetic Cautiva II 4500 ALU


Em 2013 adquiri por cerca de 50€ aquela que considero ser uma excelente cana de spinning e que grandes alegrias me tem dado, a Cinnetic Sea Bass Explorer 330.

A marca Cinnetic tem começado a afirmar-se no mercado pelo facto de apresentar produtos com uma excelente relação qualidade preço. Se da cana já tenho uma opinião extremamente positiva, faltava-me agora experimentar um carreto robusto que por terras espanholas e também por cá tem tido excelentes referências, estou a falar do Cinnetic Cautiva II 4500 ALU.


É bonito e robusto, talvez um nada pesadote, mas garanto-vos pelas fainas já efetuadas que estamos perante um carreto perfeito para o spinning em spots com maior dificuldade e onde seja necessário “apertar” mais com as capturas. Embora não seja um carreto rápido, adaptei-me muito facilmente e denota-se imediatamente a relação suavidade/força que ele tem.

Estamos definitivamente perante um carreto muito poderoso, preciso e com bons acabamentos, sem falhas até ao momento e com um preço “low-cost” surpreendente, máquina duradoura para “lutar” com os robalos!


Características:
  • Corpo e rotor em alumínio.         
  • 2 bobines em alumínio.
  • 6+1 rolamentos em aço inox (3 selados).
  • 389 gramas.
  •  Ratio 4,9:1 com 0,78m de r.p.v.
  • Guia de fios banhada a nitrato de titânio.
  •  Manivela de aluminio mecanizado.
  • Sistema de bobine de  oscilação paralela.
  • Sistema de anti retrocesso.
  • Eixo principal e parafusos exteriores em aço inox.
  • Drag máximo de 16Kg (muito bom)!
  • Bolsa.
video

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

2016...seis meses sem pescar aos robalos?

As possibilidades de pesca do carapau voltam a subir nas águas continentais portuguesas, em 2016, mas outras como areeiro, tamboril, raia e bacalhau deverão baixar e o robalo será proibido, segundo a proposta hoje apresentada pela Comissão Europeia.
No que respeita ao robalo, Bruxelas decidiu este ano chamar a si a gestão das unidades populacionais e propõe, na primeira metade de 2016, a proibição das pescas comercial e recreativa em todas as águas da União Europeia (UE).
Segundo a proposta, os totais admissíveis de capturas (TAC) de carapaus nas águas continentais portuguesas sobem 15,3%, paras as 68.583 toneladas em 2016, somando-se a estas as possibilidades de pesca de carapau na zona CECAF (Comité das Pescas do Atlântico Centro-Leste), definida por Portugal para a Madeira e os Açores.
Em águas nacionais, Bruxelas quer, para os TAC de bacalhau um corte 29,6%, de 27,1% nos de arinca, de 26,4% nos de areeiro, de 19,2% no de tamboril e de 10% no de raias, espécies cujas unidades populacionais (`stocks`) o Conselho Internacional para a Exploração do Mar (ICES, na sigla inglesa) considera estarem abaixo do rendimento máximo sustentável (MSY, na sigla inglesa).
Em debate estão ainda os TAC de pescada, badejo, linguado, maruca e lagostim, sendo que, por exemplo, a primeira deverá ser objeto de um aumento (`top up`) por estar já abrangida pelo regime de desembarque obrigatório.
O desembarque obrigatório das capturas tem como objetivo, segundo fonte comunitária, estimular seletividade dos pescadores, de modo a que se concentrem em pescar peixes de maior dimensão.
Os peixes com dimensão abaixo do autorizado -- que deixam de poder ser deitados borda fora -- não têm valor comercial para consumo e apenas podem ser vendidos para a indústria transformadora de rações, a um preço mais baixo.
Já no próximo ano entra em vigor o regime de `top-up` nos `stocks` abrangidos pelo desembarque obrigatório -- como o dos peixes demersais, que vivem a maior parte do tempo em associação com o substrato, quer em fundos arenosos, como os linguados, ou em fundos rochosos, como a garoupa.
O valor dos aumentos das capturas terá ainda que ser decidido pelo Comité Científico, Técnico e Económico da Pesca da Comissão Europeia, após o que serão divulgadas as indicações de Bruxelas para as espécies e zonas em causa.
A obrigação de desembarcar todo o pescado tem como objetivo, segundo fonte comunitária, estimular a inovação, com o uso, por exemplo, de redes mais seletivas e a escolha de épocas mais apropriadas para pescar.
Já a unidade populacional de robalo do Atlântico (que evolui no sul do mar do Norte e no canal da Mancha para o mar Céltico e o Atlântico) encontra-se numa situação muito depauperada, segundo os pareceres científicos, propondo-se um limite nas capturas para um máximo de 1.449 toneladas.
Na primeira metade de 2016, Bruxelas quer proibir a pesca comercial e recreativa do robalo e na segunda metade do próximo ano propõe um máximo de uma tonelada mensal para a pesca comercial e de um saco de peixe para os pescadores recreativos, mantendo a proibição nas águas irlandesas.
As limitações à pesca de robalo foram já aplicadas este ano, tendo Bruxelas chamado a si a gestão das unidades populacionais da espécie, que até 2014 era feita nacionalmente.
Em relação è pescada do sul e ao areeiro, o ICES e a Comissão Europeia consideram que são `stocks` que continuam a ser explorados a um nível superior ao MSY.
Os ministros das Pescas dos 28 reúnem-se a 14 de dezembro para decidir sobre os TAC e respetivas quotas nacionais, normalmente revistos em alta face à proposta da Comissão Europeia.
Fonte: RTP